Início / A Escola
Quem somos

Uma escola que educa rumo ao Céu

A Via Cæli nasce do desejo de oferecer às famílias uma educação verdadeiramente católica: séria no ensino, terna no cuidado e firme na fé.

Nossa história

Um caminho que começa no coração das famílias

A Via Caeli não nasceu primeiro de um prédio, de uma oportunidade ou de um projeto empresarial. Ela nasceu de uma pergunta que, para nós, se tornou cada vez mais difícil de ignorar:

Onde educaríamos os nossos filhos?

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Bárbara e eu somos professores. Durante muitos anos, estudamos e trabalhamos em ambientes escolares, inclusive em instituições católicas. E justamente por conhecermos a escola por dentro, uma inquietação começou a crescer em nós.

Percebíamos que, muitas vezes, o nome “católico” não era suficiente para assegurar que a fé realmente orientasse a vida da escola. Havia bons profissionais e boas intenções, mas nem sempre existia uma unidade clara de formação. Professores podiam levar para a sala de aula suas próprias convicções sobre o homem, a moral, a sociedade e a própria verdade, mesmo quando essas ideias não estavam de acordo com aquilo que as famílias procuravam transmitir aos filhos.

Isso nos preocupava profundamente.

Não queríamos apenas uma escola que tolerasse a nossa fé. Queríamos uma escola em que a fé católica estivesse verdadeiramente presente na maneira de compreender a criança, o conhecimento, a virtude, a autoridade, a liberdade e a finalidade da própria educação.

Essa questão deixou de ser apenas profissional quando soubemos que seríamos pais.

A Bárbara ficou grávida de nosso primeiro filho, o João Pedro, que hoje está no Reino dos Céus.

Foi durante aquela gestação que a pergunta adquiriu outro peso. Já não estávamos pensando abstratamente sobre os problemas da educação. Estávamos pensando no nosso filho.

Queríamos poder confiar a formação de nossos filhos a pessoas que não trabalhassem contra aquilo que procuraríamos cultivar dentro de casa. Queríamos uma educação em que a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja não fossem elementos periféricos, mas referências vivas; uma educação que formasse a inteligência sem esquecer a alma, que ensinasse a liberdade juntamente com a responsabilidade e que compreendesse a virtude como algo a ser adquirido e exercitado.

Também não encontrávamos resposta suficiente em uma educação voltada apenas para resultados, competências ou finalidades instrumentais. Começamos, então, a procurar algo que fosse mais antigo e, ao mesmo tempo, mais inteiro.

Encontramos a educação clássica.

A partir daí vieram anos de estudo.

Participamos de cursos, seminários, palestras e simpósios. Estudamos educação clássica e formação católica. Procuramos compreender melhor a tradição educativa da Igreja, a formação das virtudes, o lugar das artes, da linguagem, da razão e da fé. Desde 2017, também começamos a servir como catequistas de crianças. E aquilo que inicialmente era uma preocupação de dois professores foi lentamente se transformando em uma vocação muito concreta.

Mesmo depois de nos despedirmos de João Pedro, a pergunta permanecia.

Éramos e continuamos sendo uma família aberta à vida. Sabíamos que, se Deus nos confiasse outros filhos, aquela necessidade continuaria diante de nós. E, de algum modo, compreendíamos cada vez mais que talvez não encontrássemos pronta a escola que procurávamos.

Talvez tivéssemos de ajudar a construí-la.

Foi nesse caminho que, frequentando a Capelania Militar, comecei a conversar com o Padre Fernando.

Levei a ele esse desejo e essa preocupação. Falei sobre a possibilidade de abrirmos uma escola verdadeiramente católica e sobre tudo aquilo que vínhamos estudando.

Padre Fernando foi prudente. Ele conhecia a dimensão da responsabilidade e sabia que uma escola não se constrói somente com entusiasmo. Havia muitas dificuldades, compromissos, exigências e riscos. Por isso, inicialmente, pediu tempo para pensar.

Com o amadurecimento das conversas, porém, ele compartilhou algo que nos marcou: também já havia desejado que sua comunidade religiosa pudesse ter uma escola.

Nossos caminhos começaram, então, a convergir.

Em outro momento, Marlene se juntou ao projeto. Mais tarde, Victor também passou a colaborar conosco, especialmente na busca de contatos, na procura de possíveis espaços e na organização das informações necessárias para que aquilo pudesse, finalmente, sair do campo das ideias.

Bárbara permaneceu no coração de todo esse processo. Em uma das etapas mais intensas dessa caminhada, estava grávida de nosso segundo filho e, naturalmente, precisava dedicar uma atenção especial à gestação. Enquanto nossa família crescia, o projeto da escola também amadurecia.

Mas havia algo que, para nós, precisava vir antes de qualquer contrato, imóvel ou decisão definitiva.

Precisávamos perguntar a Deus se deveríamos realmente seguir adiante.

Foi então que iniciei a Novena das Rosas.

Minha intenção era muito simples: pedir uma confirmação. Eu não queria abrir uma escola simplesmente porque considerava a ideia boa ou porque acreditava que seria capaz de realizá-la. Queria colocar essa decisão diante de Deus.

No último dia da novena, o dia já estava terminando.

Faltavam menos de cinco minutos.

E a rosa chegou.

Eu a recebi como a resposta pela qual havia pedido.

A partir daquele momento, para mim, já não se tratava apenas de desejar uma escola. Era preciso trabalhar para que ela existisse.

Começamos a procurar lugares. Visitamos possibilidades na Asa Norte, na Asa Sul e no Guará. Fizemos contatos, analisamos caminhos e procuramos entender onde poderíamos começar.

Mas antes mesmo de termos um endereço, havia uma comunidade começando a nascer.

No dia 12 de dezembro de 2024, reunimos as primeiras famílias interessadas na Via Caeli. Apresentamos a proposta e aplicamos um questionário para compreender quem eram aquelas famílias, quantas crianças poderiam iniciar conosco, quais turmas seriam necessárias e qual estrutura precisaríamos oferecer.

É uma data de que gosto muito de me lembrar.

Ainda não tínhamos tudo.

Mas já tínhamos famílias.

E uma escola só começa verdadeiramente a existir quando existem pessoas dispostas a confiar seus filhos àquela missão.

Pouco depois surgiu Águas Claras.

Não havia sido a nossa primeira escolha. Não foi o lugar para o qual traçamos inicialmente nossos planos. A oportunidade simplesmente apareceu e, olhando para todo o caminho que havíamos percorrido, compreendemos que estávamos sendo conduzidos até ali.

Nos primeiros dias de janeiro de 2025, depois de anos de estudo, catequese, encontros, buscas, dificuldades, orações e discernimento, a Via Caeli finalmente abriu suas portas.

Quando olho para trás, não consigo reduzir essa história a uma sequência de decisões administrativas.

Houve muito trabalho humano. Houve estudo, planejamento, reuniões, documentos, procura por imóvel, organização de famílias e inúmeras decisões práticas. Nada disso aconteceu sem esforço.

Mas houve também algo que procuramos preservar desde o início: as decisões mais importantes da Via Caeli deveriam ser colocadas diante de Deus.

Isso continua fazendo parte de quem somos.

A escola que desejávamos para os nossos filhos precisava ter Magísteres que conhecessem aquilo que estavam chamados a transmitir e que compreendessem a responsabilidade de participar da formação de uma criança. Precisava haver unidade entre fé, inteligência, moral e vida. Precisava haver sacerdotes próximos, sacramentos, formação e acompanhamento espiritual.

Hoje, olhar para a escola e encontrar essa realidade é uma graça particular.

Padre Fernando, que esteve naquele primeiro discernimento, é nosso diretor espiritual. Padre Rian e Padre Sérgio também participam da vida da escola, nas celebrações e em diferentes dimensões de sua formação e acompanhamento. Nossas famílias e nossas crianças podem encontrar sacerdotes próximos delas. A fé não precisa permanecer do lado de fora da sala de aula.

Talvez seja isso que melhor explique por que a Via Caeli existe.

Ela nasceu porque um dia, como professores e como pais, percebemos que não queríamos entregar a formação dos nossos filhos a uma educação na qual não pudéssemos confiar integralmente.

Depois vieram o estudo, as pessoas, os encontros, as perdas, os filhos, a catequese, as portas que se fecharam e aquelas que se abriram.

E veio a rosa.

Por isso, quando alguém nos pergunta como nasceu a Via Caeli, eu poderia contar muitas datas e muitos acontecimentos.

Mas, no fundo, a resposta é mais simples.

A Via Caeli nasceu quando uma família perguntou a Deus qual caminho deveria seguir para educar seus filhos — e decidiu ter coragem de percorrer o caminho que lhe foi mostrado.

Via Caeli.
O Caminho do Céu.

Padre fala às famílias na Primeira Missa Escolar, diante das imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração
Missão

Formar crianças para o bom, o belo e o verdadeiro, unindo excelência acadêmica, virtudes humanas e fé católica, em parceria com as famílias.

Visão

Ser referência de educação católica no Distrito Federal, reconhecida pela solidez do ensino e pela alegria de uma comunidade que vive a fé.

Valores

Fé, verdade, bondade, beleza, excelência, respeito e serviço, vividos no cotidiano da escola e no encontro com cada família.

Identidade católica

A fé é a raiz de tudo o que ensinamos

Na Via Cæli, a fé católica não é um complemento: é o solo em que toda a educação floresce. Ela ilumina o conhecimento, orienta a formação do caráter e dá sentido à vida em comunidade, com respeito, alegria e profundidade.

Sala de aula da Via Cæli, com estantes, mesas e cadeiras para as crianças
Estrutura

Ambientes preparados para acolher e educar

Cuidamos de cada espaço para que seja seguro, belo e propício ao aprendizado, porque o ambiente também educa.

Salas acolhedoras
Biblioteca
Espaços de arte e música
Áreas de convivência
Pátio e recreação
Espaço de oração
Nossos Magísteres

Magísteres que ensinam também pelo exemplo

Na Via Cæli, chamamos nossos professores de Magísteres. Magíster é mestre: aquele que ensina, conduz e ajuda o aluno a crescer no conhecimento e nas virtudes.

Mas a missão de educar não pertence apenas a quem está em sala de aula. Do colaborador que cuida da limpeza aos coordenadores e diretores, todos participam da formação das crianças. Entendemos que o exemplo ensina e, muitas vezes, ensina mais do que as palavras.

Faça parte da nossa missão

A missão de educar não pertence apenas a quem está em sala de aula. Se você deseja integrar uma equipe que ensina também pelo exemplo, cadastre-se no nosso processo seletivo.

Diferenciais

O que nos torna Via Cæli

Educação clássica

Não é estética: é ensinar bem. A criança aprende a prestar atenção, memorizar, narrar, ler bons livros, ampliar o vocabulário, raciocinar, escrever e se expressar com clareza. O conteúdo não é reduzido — é ensinado com ordem e profundidade.

Inglês todos os dias

O inglês faz parte da rotina escolar diariamente, para que a criança não tenha apenas contato com a língua, mas aprenda a ouvi-la, compreendê-la e utilizá-la com naturalidade.

Latim

O contato com o latim aproxima os alunos das raízes da nossa língua, da tradição cristã e de grande parte da cultura ocidental. Contribui para a compreensão do vocabulário, da estrutura da linguagem e do próprio pensamento.

Matemática de Singapura

A Matemática é ensinada para ser compreendida, e não apenas repetida. O método conduz o aluno do concreto à representação e ao pensamento abstrato, desenvolvendo raciocínio, cálculo mental e resolução de problemas.

Venha conhecer de perto a Via Cæli

Descubra um ambiente preparado para formar crianças com conhecimento, virtudes e fé.